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A Educação das Relações Étnico-Raciais na Formação em Gestão de Serviços de Saúde

DOI: http://dx.doi.org/10.18256/2447-3944/rebes.v2n1p34-40

https://seer.imed.edu.br/index.php/REBES/index 

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Mateus A. de Faria1 & Analise de J. da Silva2

 

Resumo: A Educação Superior vem sendo (re)construída em suas funções neste início de século XXI, garantindo o acesso e reconhecimento de grupos antes excluídos dos muros da Universidade. Um desses esforços é a instituição de legislações que garantam a inclusão da temática das relações étnico-raciais, como a Lei n. 11.645, de 10 de março de 2008 e a Resolução n. 1 do Conselho Nacional de Educação, de 17 de junho de 2004. Tais marcos legais abarcam todos os cursos de formação superior, incluindo os de profissionais de saúde, dentro deste campo temos o bacharelado de Gestão de Serviços de Saúde. Considerando o papel de destaque do gestor de saúde na mudança do paradigma racista institucional, que se conformou no Sistema Único de Saúde, buscou-se analisar como esse Curso trata das relações étnico-raciais através de seu Projeto Político-Pedagógico. Adotou-se a abordagem qualitativa, especificamente o Estudo de Caso para alcance do objetivo. Ao delegar a responsabilidade do trato com o tema a outros espaços que não os seus - como acontece ao indicar a Formação Livre para isso - e se limitar ao incentivo, entende-se que não há possibilidades de entender a relevância das relações étnico-raciais no Brasil, já que também são necessárias outras medidas como: produção e divulgação de conhecimento acerca da temática; inserção de disciplinas, como Saúde da População Negra e Indígena no currículo obrigatório do curso; formação de professores para trabalhar tais temáticas com os estudantes de forma transversal; interlocução com as demandas destas populações excluídas historicamente, entre outras.

Palavras-chave: Relações étnico-raciais. Projeto político-pedagógico. Formação de profissionais de saúde. Saúde coletiva.

 

Abstract: Objectives of Higher Education has been rebuilt since beginning of 21st century for ensure access and recognition of previously excluded groups from the University. It was conduzed for some Laws like n. 11,645\2008 and Resolution n. 1\2004 of Brazilian Council of Education those guarantee themes about ethnic racial relations in the basic curriculum of undergraduating courses. The undergraduating degree of Health Services Management is cought up by the law. Considering the contributions of health manager in changes about institucional racism that settled in Brazilian Health System, this article aims to analyze how that course deals ethnic racial relations through its political-pedagogical project. Qualitative approach was used, in special Case Study. To delegate the responsibility to take this theme to others spaces at the University, as to indicate Free Education for this, and limit itself for incentive is understood there is no possibility to get about relevance of ethnic racial relations in Brazil. Others measures are also necessary such production and disseminate knowledge about this issue, inclusion of disciplines like health of black population and indigenous population, training of professors to work this theme with students across the board and dialoguing with demands of these excluded people.

Key words: Ethnic racial relationships. Political-pedagogical project. Health workers education. Public health.

 

1 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail: <mateusfaria18@gmail.com>;.
2 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail: <analisedasilva@gmail.com>;.

 

Literatura Citada

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