Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Ressonâncias Medievais no Feminino Contemporâneo: Os Modelos de Feminilidades do Medievo e sua Relação com a Violência Contra as Mulheres

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-0985/mandragora.v22n2p67-89

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MA/index 

downloadpdf

Rodolpho A. S. M. Bastos1

 

Resumo: O presente trabalho pretende discutir a construção do imaginário social feminino que ecoa sobreas mulheres nos séculos XX e XXI, fortemente influenciado pelos modelos de feminilidade presentes no período medieval. Os referenciais considerados como negativos são: Lilith e Eva, personagens do imaginário católico cristão, demonizadas e depreciadas. A virgem Maria e Maria Madalena, ao contrário, representam condutas que partem do recato, pureza, arrependimento e penitência, e, portanto, seriam a única forma de alcançar a salvação. Para identificar tais figuras como amplificadores da construção do feminino ideal na cultura cristã-católica, serão utilizados como marco teórico-metodológico as discussões sobre os conceitos de imaginário e representações sociais, perpassando pelas relações de gênero, com o intuito de ancorar nossa proposta de análise.

Palavras-chave: Genre; Christianity; Social Representations.

 

Abstract: This paper discusses the construction of women’s social imaginary that echoes on women in the XX and XXI centuries, strongly influenced by the models of femininity present in the medieval period. The references considered negative are: Lilith and Eve characters of the Christian Catholic imaginary, demonized and devalued. The Virgin Mary and Mary Magdalene, by contrast, represent conduits departing from modesty, purity, penance and repentance, and therefore would be the only way to achieve salvation. To identify such figures as amplifiers of the building of the feminine ideal in the Christian-Catholic culture will be used as a theoretical and methodological framework discussions on imaginary concepts and social representations, passing by gender relations, in order to anchor our analysis proposal.

Key words: Genre; Christianity; Social Representations.

 

1 Doutorando em História pelo Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Medievais (Meridianum-UFSC).

 

Literatura Citada

BACZKO, Bronislaw. Imaginação Social, Lisboa: Imprensa Nacional, 1985.

BALDOCK, John. Mulheres na Bíblia – Atos Heróicos, Nascimentos Miraculosos, Confrontos, Rivalidades e Amor Verdadeiro, São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda., 2009.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Coríntios, São Paulo: Editora Paulus, 2004.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Gênesis, São Paulo: Editora Paulus, 2004.

BLOCH, R. Howard. Misoginia Medieval e a invenção do Amor, Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.

BRETAS, Valéria. Justiça critica promotor por humilhar vítima de estupro. Revista exame, 08/09/2016. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/justica-denuncia-promotor-por-humilhar-vitima-de-estupro> Acessado em: 10/09/2016.

CHARTIER, Roger. A História Cultural: Entre Práticas e Representações, Rio de Janeiro: Bertrand, 1990.

CUSTÓDIO, Pedro Prado. A misoginia na Idade Média: Bruxaria, alguns aspectos religiosos e sociais. Acta Científica, Engenheiro Coelho, v. 21, n. 3, p. 21-31, set./dez., 2012. Disponível em: <https://revistas.unasp.edu.br/actacientifica/article/view/74/74> Acessado em: 11 de set. de 2016.

DALARUN, Jacques. Olhares de Clérigos. In: DUBY, Georges; PERROT, Michelle (Orgs.). História das mulheres: A Idade Média, Porto: edições afrontamento, 1990.

DELUMEAU, Jean. Os agentes de Satã III: a mulher. In: DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente: 1300-1800, São Paulo: Cia. das Letras, 1990.

DUBY. Georges. Eva e os padres, São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 168.

FARGETE, Séverine. Eva Lilith e Pandora o mal da sedução. Revista História Viva. Duetto, n. 12, São Paulo, 2006.

FARIA, Marcos Fabio de. Behemoth, Lilith e Anjos: três monstros judaicos em Jorge Luis Borges. Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG , Belo Horizonte, v. 3, n. 5, out., 2009. Disponível em: <http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/maaravi/article/view/1701/1786> Acesso em 11 de set. de 2016.

GAINES, Howe Janet. A história de Lilith, a primeira mulher de Adão que foi banida da Bíblia, 09/04/2012. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/anaoxum/a-histria-de-lilith-a-primeira-mulher-de-ado-que-foi-banida-da-bblia> Acessado em 11 de set. de 2016.

G1 RIO. Vítima de estupro coletivo no Rio conta que acordou dopada e nua. G1 globo.com. Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/vitima-de-estupro-coletivo-no-rio-conta-que-acordou-dopada-e-nua.html> Acessado em 10/09/2016.

JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, Denise (Org.). As representações sociais, Rio de Janeiro: UERJ, 2002, p. 17-44.

LARAIA, Roque de Barros. Jardim do Éden revisitado. REVISTA DE ANT ROPOLOGIA, São Paulo, USP. V. 40, nº. 1.1997.

LEAL, Larissa do Socorro Martins. As várias faces da mulher no Medievo. Linguagem, educação e memória. V. 2, Nº. 3 DEZEMBRO DE 2012. Disponível em: <http://www.giacon.pro.br/lem/EDICOES/03/Arquivos/larissaleal.pdf> Acesso em 11 de set. de 2016.

LIMA, Raquel dos Santos Sousa; TEIXEIRA, Igor Salomão. Ser mãe: o amor materno no discurso católico do século XIX. Revista Horizonte, Belo Horizonte, v. 6, n. 12, p. 113-126, jun., 2008. Disponível em: <http://www.pucminas.br/documentos/horizonte_12_artigo_05.pdf>. Acesso: 10 agosto de 2016.

LOPES, Kelly Thaysy Cabral; POSSEBON, Fabrício. A serpente mítica: o confronto entre o consciente e o inconsciente de Jung. Diversidade Religiosa, v. 1, n. 2, 2014. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/dr/article/view/19908/11327> Acessado em 11 de set. de 2016.

MACEDO, José Rivair. A Mulher na Idade Média, São Paulo: Contexto, 2002.

MUCHEMBLED, Robert. Com o Diabo na História. In: Revista História viva: Duetto, n. 12, São Paulo, 2006.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. Em busca de uma outra história: imaginando o imaginário. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 15, nº. 29, p. 9-27, 1995.

RASPANTI, Márcia Pinna. “As filhas de Eva” e a cultura do estupro. História Hoje.com. 21 de setembro, 2016. Disponível em: <http://historiahoje.com/as-filhas-de-eva-e-a-cultura-do-estupro/> Acessado em: 18 de nov. de 2016.

SICURETI, Roberto. Lilith, a Lua Negra, São Paulo: Paz e Terra, 1985.

SOIHET, Rachel. Formas de Violência, Relações de Gênero e Feminismo. In: MELO, Hildete Pereira de; PISCITELLI, Adriana; MALUF, Sônia Weidner; PUGA, Vera Lucia (Orgs.). Olhares feministas, Brasília: Ministério da Educação; UNESCO, 2007.

SWAIN, Tânia Navarro. De Deusa a Bruxa: Uma História de Silêncio, Brasília: UNB, 1998.

TUBERT, Silvia. Mulheres sem sombra: maternidade e novas tecnologias reprodutivas, Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1996.

VASCONCELOS, Vânia Nara Pereira. Visão sobre as mulheres na sociedade Ocidental. Revista Ártemis, n. 3, dez. de 2005. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/artemis/article/view/2209/1948> Acessado em: 11 de set. de 2016.

VENTORIM, Eliane. Misoginia e Santidade na Baixa Idade Média: os três modelos femininos no Livro das Maravilhas (1289) de Ramon Llull. Mirabilia, n. 5, jun./dez., 2005. Disponível em: <http://www.raco.cat/index.php/Mirabilia/article/view/283512/371432>. Acessado em: 11 de set. de 2016.

WILLEMS, Emílio. Matriarcado e Patriarcado. In: Dicionário de Sociologia Globo, Porto Alegre: Editora Globo, 1977.