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Fé e Pluralismo Religioso: Reflexão a Partir da Teologia de Paul Tillich

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1677-2644/correlatio.v12n23p29-41

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/COR/index 

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Claudio O. Ribeiro

 

Resumo: A pesquisa girou em torno da confluência entre os pensamentos de Paul Tillich e os da teologia latino-americana no tocante à perspectiva pluralista de compreensão da fé. O pressuposto é que a vocação ecumênica, ao marcar as reflexões teológicas e pastorais, indica que o caráter de apologia, de sectarismo ou de exclusivismo são ou devem ser evitados. Deus é sempre maior do que qualquer compreensão ou realidade humana. Age livremente, em especial na ação salvífica. Nesse sentido, não é preciso estar excessivamente preocupado em descobrir quem é ou será salvo (para utilizar o imaginário comum dos cristãos); mas quem é e o que representa Jesus Cristo para a comunidade cristã. Essa perspectiva de Tillich o remete à busca de um novo paradigma para a teologia das religiões. Trata-se da superação dos seguintes modelos: o que considera Jesus Cristo e a Igreja como caminho necessário para a salvação; o que considera Jesus Cristo como caminho de salvação para todos, ainda que implicitamente; e aquele no qual Jesus é o caminho para os cristãos, enquanto para os outros o caminho é a sua própria tradição. A perspectiva pluralista, que advogamos, possui como característica básica a noção de que cada religião tem a sua proposta salvífica e de fé que devem ser aceitas, respeitadas e aprimoradas a partir de um diálogo e aproximação mútuas. Assim, a fé cristã, por exemplo, necessita ser reinterpretada a partir do confronto dialógico e criativo com as demais fés. O mesmo deve se dar com toda e qualquer tradição religiosa.

Palavras-chave: Tillich, pluralismo religioso, fé cristã, cristologia

 

Abstract: This research addressed to the confluence of the thoughts of Paul Tillich and the Latin American Theology regarding the pluralist perspective of understanding of the faith. The underlying assumption lies in the ecumenical vocation, which marks the theological and pastoral reflections, indicating that the character of apology, sectarian or exclusivist are or should be avoided. God is always greater than any understanding or human reality. He acts freely, especially in the action of salvation. In this regard, there is no need to be overly concerned with who is or who will be saved (using the common imagination of Christians); but who is Jesus Christ and what he represents to the Christian community. This perspective makes Tillich search for a new paradigm for the theology of religions. It is about the overcoming of the following models: the one in which considers Jesus Christ and the Church as a necessary path to salvation; the one in which considers Jesus Christ as the way of salvation for all, even if it is implicity; and the one in which Jesus is the path for Christians while for others the path is his own tradition. The pluralist perspective we advocate is characterized by the basic notion that every religion has its proposal and saving faith that must be accepted, respected and enhanced from a mutual dialogue and rapprochement. Therefore, the Christian faith, for example, needs to be reinterpreted from the dialogical and creative confrontation with other faiths. The same should be true to any religious tradition.

Key words: Tillich, religious pluralism, the Christian faith, Christology