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Francisco, O Papa Latino-Americano: Carisma, Simpatia e Pragmatismo nos Limites das Periferias da Existência

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v27n2p214-248

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/index 

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Marcos H. O. Nicolini1

 

Resumo: O Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio torna-se o 266o Papa da Igreja Católica em 28 de fevereiro de 2013, adotando o nome de Francisco, ao suceder o Papa Bento XVI, que ainda em vida abdica ao trono de Pedro, após estar submetido a pressões internas e questionamentos externos. O Papa Bento XVI não conseguiu, a despeito de sua competência filosófico-teológica, cativar católicos e não católicos pela via da simpatia. O Papa Francisco, por outro lado, desde os primeiros momentos de seu reconhecimento público foi simpático e angariou simpatia de crentes e não crentes. Contudo, ao oferecer e abrir-se simpaticamente às pessoas, o atual Papa trouxe expectativas de inovações à Igreja, esta que tem se mostrado mais comprometida com a tradição do que com uma agenda Moderna. Em sua vinda ao Brasil, na ocasião da 26a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, o Sumo Pontífice não apenas precisou este embate entre inovação e tradição, como enfrentou a questão da perda de vitalidade da Igreja Católica que enfrenta a perda de fiéis. Um Papa oriundo de um país da periferia política e econômica, da América Latina, que é reconhecido por seu carisma e simpatia, e que sinaliza para a Igreja, pragmaticamente, as periferias urbanas como espaço de evangelização. No entanto, a despeito do tempero que é introduzido ao papado, pretendemos analisar neste trabalho se de fato Francisco inova ou é original, isto é, o quanto ele reforça a tradição e dela procura fundamentos de ação, assim como referencia suas ações pragmaticamente, e desta maneira, privilegia certos grupos e extratos sociais, enquanto não se oferece simpaticamente a outros. Nosso trabalho visa tomar as falas do Papa Francisco para a JMJ e buscar entender a articulação de seu carisma, de sua simpatia e da pragmática evangelizadora.

Palavras-chave: Papa Francisco, JMJ, periferias urbanas, sem religião

 

Abstract: The Argentine Cardinal Jorge Mario Bergoglio became the 266th Pope of the Catholic Church on February 28, 2013, adopting the name of Francis, when he succeeded Pope Benedict XVI, who still in life abidcated the throne of Peter, after being submitted to internal pressures and external inquiries. Pope Benedict XVI has failed, despite his philosophical and theological competence, to captivate catholic and non-catholic people by means of sympathy. Pope Francis, on the other hand, from the earliest moments of his public recognition, has been friendly and has gotten the sympathy of believers and non-believers. However, as he offered and showed himself to be open up to people, the current Pope brought some expectations concerning innovations to Church, which has been more committed to tradition than to a modern agenda. In his visit to Brazil, during the 26th World Youth Day (WYD) in Rio de Janeiro, the Pontiff not only specified this conflict between innovation and tradition, as he faced the question related to the revitalization of the Catholic Church, which faces the loss of believers. A Pope from a country that belongs to a political and economic periphery, namely Latin America, who is known by his charisma and sympathy, signals to the Church, in a pragmatical way, the urban peripheries as space of evangelization. However, despite the ‘condiment’ introduced into the papacy, in this paper we intend to analyze if indeed Francis is innovative or original, that is, how much he reinforces the tradition and from it he tries to find some fundamentals for action, as well as he pragmatically makes reference to his actions and, then, favors certain groups and social strata, while not offering himself sympathetically to others. Our work aims at both analyzing the statements of Pope Francis for WYD and seeking to understand the articulation of his charisma, sympathy and evangelizing pragmatics.

Key words: Pope Francis, WYD, urban perypheries, without religion 

 

1 Bacharel em Filosofia pelo FFLCH da USP. Mestre pelo PPG-CR da UPM. Doutorando pelo PPG-CR da Umesp. E-mail: marcosnicolini@terra.com.br