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O Discurso Utópico e o Poder Persuasivo da Violência

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v35n2p71-91

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/CSO 

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Jacques A. Wainberg1

 

Resumo: A “ação direta” e a “propaganda pelos fatos” são formulações teóricas que justificam a violência política como forma de discurso político em que os fatos falam por si. No entanto, desde o seu alvorecer no anarquismo até chegar às formulações contemporâneas no salafismo, os formuladores desse conceito não deixam de reconhecer o poder que a retórica também tem para ajudar o esforço político e militar que os grupos rebelados fazem para tornar seu ideário uma realidade. Este estudo examina a origem e a aplicação desses conceitos, assim como as propriedades do discurso utópico evocado nessa militância e as críticas que ele tem recebido.

Palavras-chave: propaganda pelos fatos, ação direta, discurso utópico, persuasão, revolução

 

Abstract: “Propaganda of the deeds” and “direct action” are theoretical formulations justifying political violence as a form of political discourse in which the facts have persuasive power. However, since its first days in anarchism till today’s salafist formulation, the users of these concepts recognize the rhetorical power it has to help radical and revolutionaries groups and movements to turn into reality their utopian dreams. This study also examines the proprieties of utopian discourses and highlight the criticism utopianism has received from a number of authors.

Key words: propaganda of the deed, direct action, utopian discourse, persuasion, revolution

 

1 Graduado em História, pós-doutor pela Universidade do Texas e Universidade de Tel Aviv. Professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, RS, Brasil. Email: jacqalwa@pucrs.br. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7853326207783649