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Pentecostalismo Brasileiro Clássico e Secularização

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v21n32p196-214

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/index 

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Norbert H. C. Foerster1

 

Resumo: Nosso ensaio é constituído de três partes. Na primeira, conceituamos o pentecostalismo brasileiro clássico a partir de dados do Censo 2000 e de estudos históricos, demonstrando que a ênfase dos cientistas da religião e da mídia no neopentecostalismo, em detrimento do pentecostalismo clássico, é inversamente proporcional ao tamanho deste e daquele, de fato. Na segunda parte, discutimos o conceito de secularização, a partir dos dois cientistas sociais clássicos Durkheim e Weber, destacando-se o conceito modular de secularização, elaborado por Olivier Tschannen, que nos parece mais feliz e adequado que a interminável guerra entre defensores da secularização e da dessecularização que parece uma cama de Procristo na qual os dados atuais não cabem mais. Na última parte, analisamos tendências de secularização no pentecostalismo brasileiro clássico, partindo de afirmações de cientistas religiosos sobre “o pentecostalismo” – mas com validade, de fato, somente para o neopentecostalismo – a partir de sete itens: secularização como destradicionalização, secularização como mundanização; “dessecularização” como adaptação à visão do mundo tradicional e encantada; secularização como a promoção de uma religião do self; secularização como abandono da submissão à autoridade rumo à liberdade; secularização e as relações de gênero; secularização e a construção das relações de poder. Finalizamos com a conclusão.

Palavras-chave: Pentecostalismo clássico; neopentecostalismo; secularização

 

Abstract: Our paper is constituted of three parts. In the first one, we develop the concept of classic brasilian pentecostalism, having como starting point the census of the year 2000 and historical studies. We show that the emphasis that scholars of the sciences of religion give to neopentecostalism, in detriment of classic pentecostalism, is inverted propotional to the real amplitude of both pentecostalisms. In the second part, we discuss the concept of secularization, departing from the two classis social scientists Durkheim and Weber, privileging the modular concept of secularization, proposed by Olivier Tschannen, which seems to us more adequate than the endless war of defensors of secularization and dessecularization, appearing a Procrustean bed where the actual data are not fitting in. In the last part, we analyze tendencies of secularization in classic brasilian pentecostalism, departing from affirmations of cientists of religion about “pentecostalism” – valid, however, only for neopentecostalism. We look at seven itens: secularization as detraditionalization; secularization as mundanization; “dessecularization” as adaption to a traditional and enchanted worldview; secularization as promotion of a religion of self; secularization as abandonment of submission to authority, giving the way free to liberty; secularization and gender relations; secularization and the construction of relations of power. We finalize with a conclusion.

Key words: classic pentecostalism; neopentecostalismo; secularization

 

1 Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (área das Ciências Sociais da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo.

 

Literatura Citada

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