Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Percepção do Paciente Portador de Esclerose Múltipla Sobre o Diagnóstico e Tratamento

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v19n1-2p79-88

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MUD/index 

downloadpdf

Edson G. Silva1 & Paulo F. Castro2

 

Resumo: O objetivo do presente artigo foi identificar o comportamento do paciente portador de esclerose múltipla após o recebimento do diagnóstico, com base em entrevista semiestruturada. A pesquisa foi realizada com estudo do discurso dez pacientes, buscando investigar as principais características presentes. Os relatos estudados indicam que os pacientes em geral têm dificuldades para aceitação do diagnóstico, devido à falta de informação sobre a origem da patologia e as características dos sintomas apresentados, os pacientes sentem insegurança, causadora de altos níveis de ansiedade. Embora a aceitação seja difícil isto não interfere diretamente na adesão ao tratamento. A família é o principal fator de apoio aos pacientes, que quanto mais próxima e estruturada é sua família melhor são seus resultados durante o tratamento. Embora a alteração no curso de vida destes pacientes seja significativa, alguns relatam condições de enfrentamento diante do quadro.

Palavras-chave: Esclerose Múltipla, Qualidade de vida, Adesão ao tratamento, Readaptação

 

Abstract: This article aimed at identifying the multiple sclerosis patients’ behavior after being diagnosed, based on a semi- -structured interview. The research was carried out by studying the discourse of ten patients, seeking to investigate its main characteristics. The reports studied show that, in general, it is hard for patients to accept the diagnosis due to lack of information on the origin of the pathology and the characteristics of the symptoms experienced; the patients feel insecure, which causes high levels of anxiety. Although acceptance is difficult, it does not directly interfere withcompliance with the treatment. Family is the key support to patients; the closer and the better structured the family, the better the treatment results. Even though changes in the course of life of these patients are significant, some of them report feeling able to face this challenge.

Key words: Multiple Sclerosis; Quality of Life; Compliance with the Treatment, Readaptation

 

1 Egresso do Curso de Psicologia da Universidade Guarulhos
2 Professor orientador. Curso de Psicologia da Universidade Guarulhos e Departamento de Psicologia da Universidade de Taubaté

 

Literatura Citada

Albuquerque, M.A. & Grubits, S. (2007). Esclerose múltipla: aspectos psicossociais e intervenções psicológicas. In: S. Grubits & L.A.M. Guimarães (Orgs.). Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. (pp. 237-265). São Paulo: Vetor Editora.

Almeida, L.H.R.B. et al. (2007). Ensinando e aprendendo com portadores de Esclerose Múltipla: relato de experiência. Revista Brasileira de Enfermagem, 60 (4), 460-463. http://dx.doi.org/10.1590/s0034-71672007000400020

Angerami-Camon, V.A. (2002). O ressignificado da prática clínica e suas implicações na realidade da saúde. In: V.A. Angerami-Camon (Org.). Psicologia da saúde: um novo significado para a prática clínica. (pp. 7-21). São Paulo: Pioneira Thomson Learning.

Associação Médica Brasileira , Conselho Federal de Medicina & Academia Brasileira de Neurologia (2005). Diagnóstico e tratamento da esclerose múltipla, disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/047.pdf, acesso em: 10/03/2009.

Balsimelli, S.F. (2005). Aspectos emocionais na esclerose múltipla. In: C.P. Tibery (Ed.). Esclerose múltipla no Brasil: aspectos clínicos e terapêuticos. (pp. 149-163). São Paulo: Atheneu.

Berkow, R. et al. (1980). Manual Merck de Medicina. (5a ed.). São Paulo: Roca.

Bleger, J. (1980). Temas de psicologia: entrevista e grupos. (R.M. Moraes, trad.). São Paulo: Martins Fontes.

Cash, S. (1987). Neurologia para fisioterapeutas. (4a ed.). São Paulo: Panamericana.

Compston, A. (1997). Genetic epidemiology of multiple sclerosis. Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, 62, 553-561. http://dx.doi.org/10.1136/jnnp.62.6.553

Compston, C.S. (2002). Multiple sclerosis. The Lancet, 359, 1221-1231. http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(02)08220-X

Custório, E.M. (2007). Inserção da avaliação psicológica na saúde: breve relato sobre a experiência brasileira. In: M.M.M. Siqueira, S.N. Jesus & V.B. Oliveira (Orgs.). Psicologia da saúde: teoria e pesquisa. (pp. 243-256). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo.

Enumo, S.R.F. (2003). Pesquisas sobre psicologia e saúde: uma proposta de análise. In: Z.A. Trindade & A.N. Andrade (Orgs.) Psicologia e saúde: um campo em construção. (pp. 11-31). São Paulo: Casa do Psicólogo.

European Medicines Agency (2005). Guideline on clinical investigation of medicinal products for the treatment of Multiple Sclerosis. London: Medicines Agency.

Fernandes, I.R. (2005). Avaliação do aprendizado da aplicação subcutânea executada pelo portador de esclerose múltipla. Dissertação de mestrado, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo.

Guimarães, L.A.M., Grubits, S. & Freire, H.B.G. (2007). Psicologia da saúde: conceitos e evolução do campo. In: S. Grubits & L.A.M. Guimarães (Orgs.). Psicologia da Saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar. (pp. 27-36). São Paulo: Vetor Editora.

Guzmán, A.C. et al. (2008). Calidad de vida relacionada con la salud en personas con enfermedades crónicas degenerativas. Revista Cubana de Investigaciones Biomédicas, 27 (3-4) on line.

Haase, V.G., Lacerda, S.S., Lima, E.P. & Lana-Peixoto, N.A. (2005). Desenvolvimento bem-sucedido com esclerose múltipla: um ensaio em psicologia positiva. Estudos de Psicologia, 10 (2), 295-304. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2005000200017

Kantor, L. (2004). Esclerose múltipla e motivação: conversas com o portador. São Paulo: Serono.

Mendes, M.F. et al. (2003). Depressão na esclerose múltipla forma remitente-recorrente. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 61 (3A), 591-595. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2003000400012

Moreira, M.A. (2004). A história da esclerose múltipla. In: S.R. Haussen (Org.) Esclerose múltipla: informações científicas para o leigo. (pp. 17-21). Porto Alegre: Conceito.

Organização Mundial de Saúde. (1995). Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde - CID-10 . (10a ed.). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

Pedro, L.M.R. & Pais-Ribeiro J.L. (2006). Revisão de instrumentos de qualidade de vida na esclerose múltipla. In: Actas do Congresso Nacional de Psicologia da Saúde, 6 (pp. 121-126), Lisboa: ISPA.

Pedro, L.M.R. & Pais-Ribeiro J.L. (2008). Características psicométricas dos instrumentos usados para avaliar a qualidade de vida na esclerose múltipla: uma revisão bibliográfica. Fisioterapia em Pesquisa, 15 (3), 309-314.

Rubin E. (ed.). Patologia: bases clinicopatologicas da medicina. (4a ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Solari, A. (2005). Role of health-related quality of life measures in the routine care of people with multiple sclerosis. Health and Quality of Life Outcomes, 3, 16, disponível em http://www.hqlo.com/content/3/1/16, acesso em 20/03/2009.

Straub, R.O. (2005). Psicologia da saúde. (R.C. Costa, trad). Porto Alegre: Artmed. (Original publicado em 2002).

Tavares, M. (1999). A entrevista clínica estruturada para avaliação da história e do risco de tentativa de suicídio. Brasília: Universidade de Brasília.

Tavares, M. (2000). A entrevista clínica. In: J.A. Cunha e cols. Psicodiagnóstico – V. (5a ed.).(pp. 45-56). Porto Alegre: Artmed.